junho 2017 - Devaneios de uma Mulher quase Casada

terça-feira, 20 de junho de 2017

RECEBIDOS TOSAVE
15:00:00 5 Comments
Recentemente tive a oportunidade de conhecer a To Save, que me ofereceu 3 produtos à minha escolha. Optei por um vestido bastante giro, um bikini e uns pincéis de maquilhagem.
Infelizmente o vestido não me serviu nem por nada, por isso optei por não o mostrar aqui no blog.
As restantes peças até foram minimamente boas, pelo que decidi partilhá-las convosco.



Assim que vi estes pincéis fiquei completamente apaixonada. São super giros e eu estava mesmo a precisar deste tipo de pincéis. Ao fim de algumas lavagens um dos pincéis perdeu uma cerda ou duas, mas nada de muito problemática. Sei que não são os melhores, mas como também sou iniciante na maquilhagem têm servido perfeitamente para as ocasiões.






Outro produto que escolhi foi este bikini num tom melancia.
É um bikini wrap around, uma tendência para este verão que eu estou a adorar e quero muito aderir. Tem alças ajustáveis, reforço para o peito e o tecido parece ser de bastante qualidade. Tenho imensa pena é de não gostar de me ver com ele. Pedi um S, mas devia ter pedido um M. Tanto o sutiã como as cuecas me ficam ligeiramente apertados, pelo que não me sinto muito confortável em usá-lo.

Percebi assim que os tamanhos desta loja têm tendência a ser mais pequenos dos que estamos habituados, pelo que vos aconselho a pedir números acima do vosso.

Já conheciam a ToSave? Contem-me tudo nos comentários


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Pedrogão Grande || EU TAMBÉM TENHO ALGO A DIZER
19:24:00 2 Comments


2 dias. 

Foi tempo suficiente para pôr Portugal de olhos postos no centro. Foi tempo suficiente para deixar a história portuguesa marcada. Tempo esse no qual dezenas e dezenas de pessoas perderam um pai, um filho, um amigo. Um cenário triste que tocou nos corações de muitos.
Moro no centro da cidade de Leiria, "longe" da confusão. Mas a cidade está de luto. Tudo nesta cidade é triste, por ver o interior do distrito, uma das áreas mais bonitas, a ser arrasada em horas, minutos. Muitos de nós conheciam a zona. Muitos de nós estiveram lá e sabem a beleza que aquela zona oferece. Muitos conhecem a humildade das gerações mais velhas que lá vivem.

São 9 da manhã e a cidade está cinzenta. Não há um pedaço de céu azul e as notícias do calor que se vai sentir hoje chegam a ser questionadas. Tudo porque aqui chove, cai granizo e troveja fortemente, ainda que se sinta um tempo abafado. Nunca vi trovoada ou tempo igual. O mundo parece que vai acabar neste tão pacato distrito que é Leiria. Aqui não se vive o desespero que se vive no Pedrógão Grande, mas sente-se. Não fui capaz de ficar indiferente, acho que neste momento ninguém é capaz disso.
Hoje dirigi-me à escola de Pombal para levar roupa e sapatos que já não usava tão frequentemente. Tenho a certeza que farão a diferença na vida de alguém que perdeu tudo. Alguém que neste momento precisa bastante mais que eu. E sei que tal como eu ajudei muitos ajudaram, e só vos agradeço por isso. Porque de há uns tempos para cá comecei a perder pedacinho a pedacinho a fé num mundo melhor. Achava que tínhamos vindo a olhar cada vez mais para o nosso umbigo sem nos preocuparmos com quem nos rodeia. Hoje vi que se calhar, tal como eu, muitos perderam também a sua fé na humanidade. Mas ainda assim, tal como eu, decidiram ajudar estas pessoas que perderam tudo. Dei por mim na sala daquela escola rodeada de sacos, sacos e sacos. Sacos com roupa, sapatos, toalhas, colchas, lençóis. E senti-me feliz. Se calhar estamos desiludidos com todos os acontecimentos que se têm dado nos últimos tempos, mas ainda assim restam pessoas boas, humildes. E é por isso que vos agradeço. Porque restauraram um pedacinho da fé na humanidade que já tinha perdido.

Mas nem tudo é bom.
Num contexto em que a humildade de muitos reina, existe também um sentimento de desconfiança e medo. Medo de que estejamos a ajudar alguém que na verdade nunca vai fazer chegar essa ajuda a quem relamente precisa. Medo de que no meio de tanta gente com bom coração, exista alguém que se aproveita disso para proveito pessoal. É triste pensar assim, eu sei. Mas quantas pessoas beneficiam com este tipo de tragédias? O governo, as associações ditas "humanitárias", que no seu currículo trazem um belo cadastro por desviar os fundos dos seus destinatários, entre muitos outros. E nós seguimos assim, confiando mas desconfiando. E isso é triste.
E por falar em triste falo também na Judite de Sousa, alguém que me veio desapontar profundamente.
Estou num curso onde sou frequentemente "bombardeada" com o código deontológico do jornalista, de modo a saber distinguir o certo do errado no ato de informar. Muitas das regras confundem-se com regras morais, de educação ou o que lhe quiserem chamar. Mas a Judite de Sousa quebrou todas essas regras ao emitir em direto imagens de um corpo queimado coberto por um lençol.
Uma pessoa. Queimada. Coberta por um lençol.
Isto é errado de todos os pontos de vista reais e imaginários. E posso enumerá-los:




"2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.

5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e atos profissionais, assim como promover a pronta retificação das informações que se revelem inexata ou falsas. O jornalista deve também recusar atos que violentem a sua consciência.

7. O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, direta ou indiretamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.
9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos exceto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.
 
10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios suscetíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional."

E leio comentários como "ela só fez o que lhe mandaram" ou "está a fazer o que tem de fazer". Um jornalista não é uma máquina. Um jornalista sabe pensar e consegue sentir. Pode dizer que não. A Judite perdeu um filho e viu a sua intimidade ser abalroada pelas revistas de todas as cores.
Só pergunto: Judite, depois de tudo o que aconteceu com o seu filho, como é capaz? Podia ter feito o seu trabalho sem chegar a este ponto.
E é nestas alturas que eu tenho medo de ser jornalista. Medo de errar, de magoar alguém desta maneira tão dura e tão exposta. 

E tudo isto se deu em 2 dias.O tempo suficiente para mudar a vida de uns e tirar a vida a outros. Um cenário triste que tocou nos corações de muitos, mas que infelizmente passou ao lado de outros. 
Moro no centro de Leiria, "longe" da confusão. Mas a cidade está de luto, e tudo na minha cidade é triste.

Paula Moreira Santos
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

TRAVEL WITH ME || PORTO
12:47:00 2 Comments
Olá olá!

Sinto-me finalmente de férias. Embora ainda não seja "oficialmente", já dá para passar aqui pelo meu cantinho e publicar qualquer coisita.
Já vos tinha dito neste post que tinha ido passar o fim-de-semana ao Porto, e nesse fim-de-semana aproveitar para experimentar gravar uma espécie de Travel With Me. Com imensos tremeliques e uma vergonha imensa em estar a gravar, lá saiu o vídeo no youtube. Sei que não está perfeito, até porque eu tremo imeeeenso das mãos e sem tripé é muito difícil ficar como queria. De qualquer maneira, o vídeo já tinha saído no youtube há algum tempo mas agora mostro-vos aqui pelo blog.
Se ainda não subscreveram o canal passem por lá e aproveitem para o subscrever. Sei que ainda não publiquei muito conteúdo, mas este verão quero mesmo começar a publicar com mais frequência.

Espero que gostem!


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